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O vídeo de lançamento causando frisson

Quando adolescente, um dia, fiz um vídeo com algumas amigas. Na época não havia redes sociais tão desenvolvidas. Não tínhamos acesso à digitalização de imagens. Portanto, ele ficou guardando em uma fita cassete.

Hoje publico vídeos amadores, registrados em uma câmera de computador, ou de celular. Ainda sem microfone, ainda sem conhecimento de edição, iluminação, som, etc.

Esses dias mostrei meus primeiros vídeos a algumas amigas (os que já estão prontos e pretendo partilhar aos poucos nas próximas semanas), e a primeira reação foi: com o seu objetivo com tudo isso?

Fiquei refletindo sobre essa pergunta por um tempo…. Elas tinham acabado de assistir o vídeo de lançamento do Kailunka (para assistir também, basta clicar aqui). Ali eu tinha exposto as principais motivações. Sério que não estava claro? Reforcei a resposta. Falei que tenho estudado muito, que volta e meia penso: “isso pode ser interessante para outras pessoas”. Comentei que me irrita um pouco ver o brasileiro morando aqui como se estivesse numa bolha, completamente alienado. Super direito dessa pessoa, claro. Mas de repente ela nem se dá conta disso… então eu queria mesmo era instigar. Instigar o ser humano a ir além. Partilhar dúvidas que não cabem em mim, ou coisas que estudo e que me intrigam. Chegar até você com uma agulha e cutucar a sua bolha com uma agulhinha espetante. “Você sabia?”

Elas me olharam….

“Tipo, tá. Mas e daí?”, “Você quer ganhar dinheiro com isso, é isso? Quer ficar famosa?”, “Por que alguém assistiria isso, amiga?” Fiquei sem palavras porque 1) se eu tiver 1000 visualisações do canal, já bati meu record em termos de expectativa. 2) Morro de medo do que as pessoas vão comentar por trás de mim e penso que não saberia lidar com a fama. 3) Sério, foi-se o tempo em que algo assim poderia dar dinheiro. No entanto, sim. A ideia de que 4) “se eu tocar um coraçãozinho imigrante, pelo menos, já terá valido a pena” está presente sim. Assim como uma buscar de, quem sabe, criar uma rede, encontrar os meus.

Acho que meus vídeos são um apêlo para encontrar gente curiosa como eu. Inquieta por natureza. Talvez a motivação por trás dele seja: “onde está você amigo(a)? Vamos falar sobre…?” Só que esse sobre não é banal. Ele precisa de conhecimento para dar assunto. Não dá para se basear só no achismo, na impressão, no sentimento. Não, não. Pra conversar tem que ter lido, buscado um dado verídico. Porque tem muita gente na parte rasa da piscina, falando de coisas que são legais e divertidas, mas são rasas, sabe? E eu gosto de aprender o tempo todo. Amo o complexo, o intenso. Sim, sou prolixa e profunda. Claro que posso ficar no raso com você, mas em dado momento eu não vou mais aguentar ficar ali e vou querer mergulhar, sabe? Sempre fui assim. Desculpa. Quero mergular com você. Lá naquela parte mais funda, onde a cor é mais azul. Você gosta? Então venha.

Só isso. Simples assim. Kailunka assim.

E para fechar com descontração, tem um poeminha do Duda Machado que diz assim:

PARÊNTESES

‘Há muita esperança, mas não para nós’

disse K.

E pôs alguma fé em suas palavras.

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