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JANEIRO 2018: STELLIUM EM CAPRICÓRNIO

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Photo by Jordan Whitfield on Unsplash


Capricórnio é maturidade, responsabilidade, autoridade, projetos claros, limites, prudência, firmeza, obstinação, concretização, capacidade real, realidade, pé no chão para realizar a vida com sensatez, solidez, pragmatismo.

Por convenção, todo ano a gente inicia com o sol transitando nesse signo (dessa vez, foi desde o dia 22/12/2017 até o dia 20/01/2018). Mas esse ano estamos tendo alguns aspectos poderosos e únicos do ponto de vista da astrologia. No entanto, vamos voltar às energias de capricórnio.

Vale lembrar que o signo é representado por uma cabra montanhesa (meia cabra, meia peixe), que inicialmente se mostra cabra, pisando firme nas rochas.

Signo que aporta uma expressão maior da “maturidade”, da “importância do tempo”, da realização contínua das coisas através de tempos imemoriais. Capricórnio carrega essa sabedoria “atemporal”, mas como nós estamos envoltos nessa vida “temporal”, ele nos comunica essa sabedoria por meio da noção do “passar do tempo”, do conhecimento que se adquire “ao longo da vida”. A sabedoria que habita no tempo “não-linear” do universo, mas que a gente pensa que é linear.

Por isso a noção de seu planeta regente, Saturno, alinhada à imagem do “velho sábio”. “Velho” (passar do tempo) e “sábio” (acumulo de sabedoria, wisdom).

Vejo nisso também uma relação muito bonita com seu elemento: terra. A terra traz em si essas noções de paciência e perseverança, evoluindo através do tempo. Nada que ela nos oferece vem de imediato. Vamos acompanhando seus ciclos e seus frutos são oferecidos com o passar do tempo. Lentamente. Concretamente.

Não se colhe frutos fora da estação correta. É só após o inverno que vem a primavera. É preciso respeitar, saber esperar, se preparar para os momentos de escassez, agir com prudência nos momentos de abundância (porque novos momentos de escassez com certeza virão).

A relação do homem com a Terra, do produtor com a Terra (que semeia o trigo para ter lá na frente o pão) é a perfeita metáfora da energia de Capricórnio no zodíaco. Ele é racional e compreende que sem sucesso nenhum vem sem esforço pessoal.

Capricórnio compreende esses ritmos da vida. Ele tem facilidade em aceitar que tudo tem sua hora, seu momento para acontecer. Duas coisas interessantes e muito significativas do arquétipo de Capricórnio: a “ambição” (porque nada vem fácil) e a “persistência” (porque o apressado, come cru).

Como em outros signos do elemento terra, trata-se aqui do material sim. Daquilo que se pode tocar, daquilo que se concretiza em termos palpáveis. O planejamento, a realização, o aperfeiçoamento, a ideia de “vencer” está geralmente vinculada à materialização das coisas, em realizações maduras, estáveis e consistentes. Seu universo é realista: tudo está ali para ser comprovado. Não se é o melhor da escola sem A+ ou 10 no boletim. Por mais que lhe digam ser inteligente, é o boletim que realmente conta.

O capricorniano funciona com base no real, na vida como ela é, sem ilusões ou fantasias. E se pensarmos bem, assim também é para a terra. Não há de haver frutos se não houver flor, mas a flor sozinha também não dá o fruto. É preciso fecundar. Assim. Passo-à-passo. Concretamente.

É disso que fala a segurança e a persistência firme do capricorniano. Não há risco e idealização que não seja concretamente medido, nutrido, alimentado, realizado com responsabilidade. Daí também a fama de responsável, sério, ambicioso e, por vezes, até mesmo “insensível”, aspecto que mais ao fim desse artigo vou combater, pois isso não é necessariamente verdade.

O senso de responsabilidade e disciplina podem tornar a energia de capricórnio densa e desvinculada do amor ilusório, da beleza vã, da arte livre. De fato, aqui estamos mais conectados com o elemento terra e distantes, bem distantes, do fogo (criatividade) e do ar (flexibilidade). No entanto, maior foco no rendimento, no comprometimento com a realização contínua, arduamente determinada e sem pressa em obter os resultados almejados não significa necessariamente o esvaziamento completo dos aspectos criativos e fluidos.

A cabra montanhesa faz referencia à construção da vida que queremos através de nosso próprio esforço. Vitória e crescimento são resultados de oportunidades criadas e vivenciadas por conta própria e é por isso também que esse signo fala de RESPONSABILIDADE.

E responsabilidade deveria ser o sobrenome de seu planeta regente, Saturno, que também fala sobre o tempo (Krónos, na Grécia antiga), sobre a construção de estruturas sólidas, suportes estáveis, coerentes, testados e validados várias vezes, assumidos integralmente, maduros, firmes, confiáveis.

O “velho chato” e “restritivo” representado por Saturno vem falar sobre a cautela, sobre a prudência, sobre as restrições relacionadas ao senso de responsabilidade e compromisso diante das escolhas feitas. Porque quando fazemos uma escolha, nem tudo passa a ser coerente com ela. Autoridade diz respeito a assumir a responsabilidade sobre essa coerência. Assumir a si mesmo que a escolha significa abrir mão de outras possibilidades pois não se pode ter ou ser tudo diante de determinados objetivos.

A velha premissa de que “tudo me é possível, mas nem tudo me convém”, soma-se à autoridade do “tempo certo para cada coisa”. É um “velho chato” sim (ou uma velha chata, como você a quiser representar). Mas quão necessário ela/ele é também! Abraçar essa autoridade “velha” e “chata” em nós mesmos é o recado maior de capricórnio (seja ele seu signo solar, seu ascendente, sua lua, ou seja onde ele transitar em seu céu natal). Uma sinalização de onde você poderá encontrar sua própria coerência (ou a falta dela) e como, ao longo da sua existência nesse planeta, você poderá se empoderar de sua própria força, responsabilidade e autoridade.

E aí eu faço uma pausa para relacionar um fato ocorrido em nossa virada de ano (2017 para 2018) : a lua cheia em Câncer! – opostos complementares perfeitos do zodíaco. Feito esse paralelo, eu volto ao símbolo representativo do signo de capricórnio: uma cabra montanhesa, meia cabra, meia peixe. Sim. Busca no Google imagens para você ver.

Seus pés são um rabo de peixe, cheio de escamas, sensibilidade, o mundo do “mar”…. o oposto de seu elemento (terra/água). Profundidade. Poder psíquico. Um pé no chão que é também capaz de acessar um “mundo interior”, que pode ser complexo, confuso, denso e bagunçado ou complexo, profundo e organizado – conforme se ganha maturidade, conforme o capricorniano evolui, se empoderando daquilo que sente em seu interior e sendo capaz de se afirmar coerentemente, com firmeza e segurança.

O oposto complementar de Capricórnio no zodíaco é o signo de Câncer. Na prática, isso significa que se você traçar uma linha reta na representação zodiacal de Capricórnio (digamos, no grau 15o, dos 30o que ele ocupa dentro da divisão de 360o em 12 partes) será o signo de Câncer que você irá encontrar. Em outros termos, significaria dizer que quando Capricórnio está de um lado, Câncer está do outro, à 180o. Se a gente se afastar dessa situação para olhar tudo isso “de fora”, na prática seria o mesmo que dizer que ambos estão (e sempre estarão – do ponto de vista de um mapa astrológico) alinhados. E não. Não se trata de astronomia, nem de física quântica, nem de ciência nenhuma. A associação aqui é mais os arcanos das cartas de Taro do que para o céu astronômico, por exemplo. Do ponto de vista astrológico, significa dizer que um é o complemento perfeito do outro. Eles estão alinhados. Se um é o Norte, o outro é o Sul. Se um é o Leste, o outro é o Oeste. Se um é Sal, o outro é Açúcar. Entendeu? Simples assim. Não tenta complicar.

No caso de Capricórnio iluminado, regido por Saturno, que fala sobre responsabilidade, autoridade, prudência, disciplina, temos Câncer na sombra, falando sobre afetividade, emotividade, acolhimento. Seria o lado “peixe” de Capricórnio? Eu, particularmente, gosto de interpretar assim…

Se Capricórnio fala sobre confiança e disciplina, Câncer vem falar de intuição, de vínculos, de imaginação. Regido pela Lua, Câncer aponta à energia capricorniana a importância de desenvolver autoridade, persistência e comprometimento com os SENTIMENTOS também. Não apenas com o que é concreto, mas com o que é sutil. Tudo bem se sua meta é o 10 no boletim, desde que busque equilibrar o resultado maior dessas ações, que é o aprendizado em si. Porque no final, o trilhar do conhecimento conta tanto quanto a nota que se tem. Digamos que esse seja o equilíbrio necessário entre os dois (lembrando que para quem é de Câncer, vale buscar desenvolver as características de capricórnio em você).

Enfim.

Seguiremos com essa energia capricorniana reinando em nosso céu até o dia 20 de janeiro. Saibamos aproveitar bem esse momento, pois quando aquário chegar, a roda da vida deve se acelerar ainda mais. Aproveita para deitar alicerces agora, antes da chegada do eclipse total da lua previsto para o dia 31 (mais uma no eixo aquário-leão!). Isso ainda para não citar Júpiter em Escorpião, a entrada de Saturno na sua casa (Capricórnio), Mercúrio entrando em Capricórnio também (até o eclipse), a conjunção de Vênus com o Sol e com Plutão (todos em caprica). Ixi…. um super STELLIUM vem ocorrendo em nosso céu.

Melhor deixar essa conversa toda para um chá, né?!

Só digo uma coisa: plantem seus alicerces. Semeiem com consciência o que querem colher lá na frente. Porque a nave vai se acelerar daqui umas semanas e pode ser que você sinta que perdeu o controle (o quê, de repente, não vai ser necessariamente apenas uma “sensação”, né?! Talvez a ilusão seja mesmo a gente acreditar que está no controle de alguma coisas… risos). Se suas sementes, seus alicerces, estiverem devidamente plantados, revoluções poderão surpreender os seus próximos dias com você em estado mais “zen”.

Preparados?

Seja bem vindo, 2018.

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